Publicado 01/12/2010 10:44
A Copa do Mundo, graças a seu caráter nacional (são 12 cidades-sedes), será a grande responsável por exibir aos 600 mil turistas estrangeiros e três milhões de viajantes brasileiros a diversidade social, cultural, gastronômica, dos biomas, os atrativos turísticos e paisagísticos do País.
Atento à interiorização desses benefícios, o Consórcio Orgânico e Sustentável trouxe a São Paulo o coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014, vinculada ao Ministério do Esporte, Claudio Langone.
Falando aos jornalistas, Langone afirmou que a Copa Orgânica e Sustentável trabalha com a idéia de que temos condições de oferecer para determinados nichos da Copa produtos orgânicos e sustentáveis, certificados, com origem claramente identificada. “Precisamos pensar em políticas que sejam estruturantes, que não só apresentem um bom desempenho no período da Copa, mas que deixem um legado. Nossas iniciativas devem ser perceptíveis porque é uma oportunidade de mostrar que o Brasil está preocupado com tema da sustentabilidade.”
Segundo ele, essas ações vão desde aumentar a produção de orgânicos e oferecê-los a um preço menor a organizar uma rede de feiras, suprir mais os supermercados, oferecer cardápios orgânicos em hotéis e restaurantes.
O Consórcio é formado pelo Planeta Orgânico, IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional e o Projeto IPD-Organics Brasil.
“A iniciativa de incluir produtos orgânicos e sustentáveis na Copa de 2014 era um sonho e está se tornando realidade. A simples presença de Langone em São Paulo tem um significado enorme”, reiterou Maria Beatriz Martins Costa.
O coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014, que participou do painel “Sociobiodiversidade e Copa 2014”, afirmou que, até o final deste ano, começará a trabalhar com sua equipe na instalação das câmaras de Meio Ambiente nas 12 cidades-sedes. “Teremos ainda uma segunda etapa, em que vamos conversar com o setor privado, como parceiros e executores.”
Claudio Langone também falou da importância da certificação de orgânicos, um “desafio” sobretudo para os pequenos produtores, e da regulamentação da Lei de Orgânicos: “A consolidação da Lei, o cadastramento dos produtores e a organização do sistema de certificação são centrais para a nossa estratégia. O que precisa ficar claro no caso dos orgânicos é que, ou nos preparamos para um ciclo crescente, ou não vai haver engajamento”.
Fonte: http://www.biofach-americalatina.com.br/conferenciabfal2010.asp